quarta-feira, 23 de maio de 2012

RELATÓRIO DO ENCONTRO DE CEBs DO BLOCO SOBRAL, ITAPIPOCA E TIANGUA

Iniciou-se no dia 27 de abril de 2012, às 19 horas, no Centro de Treinamento da Diocese de Sobral, Bairro Sumaré, com a palavra de acolhida do Pe. João Batista Mesquita, o encontro do Bloco de Tianguá, Sobral e Itapipoca. Estavam presentes animadores e animadoras das comunidades, vindos das três dioceses que compõem o Bloco. Veio participar também o cantor e compositor popular Edison Barros de Fortaleza.
 As dioceses de Sobral e Tianguá fizeram a acolhida com musicas de Boas Vindas. Cada diocese se apresentou ao ritmo da música Flor minha flor..., continuando com um momento orante, aspersão com água perfumada e partilhas.
Carlos Jardel Articulador do Bloco apresentou a Pauta do encontro, frisando a grande importância da presença e participação de todos, principalmente dos delegados para o Nordestão das CEBs, em preparação a 13º Intereclesial.    A noite de abertura foi concluída com a dança da ciranda e o filme: “Pedro”.
O dia 28 foi iniciado com o café às 7 horas da manhã, seguindo da oração, na Praça da Igreja, animada pela diocese de Itapipoca, enfocando as lutas das comunidades. Em seguida, Carlos Jardel, articulador do Bloco, fez acolhida das pessoas que chegaram neste segundo dia de encontro. Chiquinho de Sobral, responsável pela coordenação da manhã, faz alguns lembretes sobre a organização do dia. Carlos Jardel explicou para os presentes o que é um encontro de Bloco e como está organizado os Blocos do Regional N I. Falou do último encontro do bloco que foi em Crateus, com estudo sobre Justiça e Profecia a Serviço do Reino, já em preparação ao 13º Intereclesial das CEBs. Aconteceu também em Tianguá o encontro do Regional Ceará, onde estudaram sobre Romeiros e Romeiras do Reino, no campo e na cidade. Dando continuação, Chiquinho falou sobre a importância de ter o Pe. Junior da Diocese de Limoeiro para Assessoria deste encontro, o mesmo irá falar sobre Justiça e Profecia a Serviço do Reino.  Antes do Pe. Junior iniciar houve um momento de animação com cantor e compositor das comunidades o Edilson Barros que mostrou algumas das suas músicas. A palavra foi passada para o Pe. Júnior que iniciou perguntando: qual é a nossa missão como CEBs? Levou o grupo a perceber que a missão das CEBs é Justiça e Profecia a Serviço da Vida e que o lugar onde deve acontecer esta missão é na comunidade onde estamos inseridos. Quando se sabe o que deve fazer existe planejamento, detecta o foco, conhece bem este lugar e então, a missão se realiza com mais segurança, levando em conta os problemas, os desafios que tem, como: sem terra, sem casa, acampados. O ponto de vista do Cristão é o ponto de vista dos condenados, dos crucificados deste mundo. É no calvário que Jesus quis mostrar o sentido verdadeiro da sua missão e é por isso que esta é também a nossa missão: nos calvários de hoje. Quando se fala em Nordeste se pensa em clima, vegetação, etc., mas, neste espaço com suas características, existem pessoas e nós precisamos saber como é a vida destas pessoas, como vivem, co mo se organizam. Para isso, é preciso lembrar em primeiro lugar a questão da economia: Qual é a base da nossa vida?  É a questão econômica: alimentação, terra, saúde, ou seja, são as coisas materiais, necessárias para sobrevivência. A história do Nordeste é marcada pelas situações de injustiça, por causa dos fazendeiros que usam o trabalho dos pobres para se enriquecer. A Seca é uma das situações usadas pelos “grandes” para fazer os pobres se tornarem cada vez mais pobres, é por isso que se fala: “o problema do Nordeste não é a seca, mas e a cerca do patrão”.  A economia está sempre sendo pensada pelo mercado internacional e no Nordeste o governo pensou no que poderia ser produzido para competir com o mercado internacional: pensou em construção de canais, de irrigações, etc. dai vem a grande produção de frutas e verduras . O governo quando se pensa no nordeste se pensa é na competição com o mercado internacional e não em resolver o problema do empobrecidos.  O problema é que, os Canais construídos não favorecem os pobres, mas sim, os grandes produtores. Grande problema que enfrentamos é o uso abusivo de Agrotóxicos usados na alimentação, o governo retirou até os impostos dos venenos, facilitando a venda e compra destes produtos. Outro problema é a  contra reforma agrária que ele faz, expulsa os pequenos da terra e entrega-a para as grandes empresas produzirem para o comercio. O estado usa milhões e milhões do dinheiro público no investimento dos grandes produtores e para encanar incute na cabeça do povo que estão beneficiando a população que vive na seca, grande mentira, pois o nordeste continua numa estrema desigualdade social: em 2007 no Brasil tinha mais de 10 milhões de pessoas na miséria. Quando se fala em indigência, mais de 50% vivem no nordeste. Em 2010, 59% das pessoas pobres estavam no nordeste. 29% sem banheiro, 34% não tem água em casa, mais de 50% não tem coleta de lixo, 1 em cada 5 cearense vivem em extrema pobreza. O fato de se ter riqueza no Nordeste não significa mudança na qualidade de vida da população. Riqueza não é sinal de distribuição de renda. O grande problema é a concentração de riqueza. Nós precisamos ver o nordeste de forma diferente, a partir do calvário, dos sofrimentos. Hoje também já se fala de justiça ambiental, pois quem se beneficia dos desmatamentos, dos envenenamentos são os grandes, mas quem vive as consequências são os pobres, os lavradores, os pescadores. Quando a água acabar a empresa vai embora pra outra região e o povo fica sem a água e sem a terra. As pessoas acabam apoiando a entrada das empresas na região porque o pobre não tem outra saída, não tem alternativas de vida por isso se submetem ao trabalho destas empresas. Pensar o Nordeste é pensar a vida do povo e quando se pensa no povo se constata a grande desigualdade social, foco da missão das CEBs.
Depois destas colocações acima, às 10 horas, houve parada para o lanche, seguindo, animação feita pelo Edilson, mostrando mais algumas das suas composições.
Pe. Júnior tomou a palavra e organizou um trabalho de grupo que foi realizado por Dioceses, vendo as seguintes questões: quais são os grandes problemas, conflitos existentes na Diocese?
Terminado o trabalho dos grupo, após animação com músicas das comunidades, os grupos fizeram sua apresentação:
SOBRAL: Mina de Itataia; monocultura de caju e de coco na região litorânea, que expulsa os jovens do campo, sendo o trabalho substituído pelas maquinas; politicagem, compra de voto, nepotismo;  barragem para perímetros irrigados, concentrados nas mãos de poucos e que salinizam a água dos rios; uso constante de agrotóxicos; saneamento básico precário;  retirada indiscriminada de barro nas encostas e areia no leito dos rios; os incentivos fiscais do governo serve mais aos interesses dos poderosos; grande potencial produtivo, mas a renda concentrado na mão dos grandes; concentração dos atendimentos médicos; alto índice de prostituição e uso de drogas sem controle entre os jovens; ausência dos meios mais eficazes de formação para cidadania/ consciência;  dificuldade de perceber profetismo no discurso dos sacerdotes e religiosos; festas gratuitas em todos os lugares encobrindo desvio de verbas; afastamento de pessoas que eram das CEBs depois de conquistarem melhor condição de vida ou estudo; a obra do metrô fazendo desmatamentos e as CEBs não se manifesta.  A Igreja preocupa em doutrinas para ganhar a salvação e não ensina a gente ser profeta.
ITAPIPOCA: a comunidade Buriti de São José, dos povos indígenas Tremembé, enfrentou sérios conflitos com alemães e espanhóis que queriam tomar a terra, mas a comunidade lutou contra e conseguiram a demarcação da terra para os Índios; construção de usinas eólicas nas dunas, luta dos quilombolas para ter seus direitos respeitados; o povo de assunção lutando pela terra; os agricultores passando por humilhações para receber o garantia safra; Os grandes desmatam e quem fica com a culpa são os pequenos produtores; abusivo uso de agrotóxico e nada é feito pelas grandes empresas que usam estes venenos em defesa das famílias atingidas; a segurança publica que é uma insegurança para todos; exploração das áreas para criação de camarões.
TIANGUÁ: construção de usinas eólicas; comunidade sem documento da terra, por isso os “grandes” adquiriram documento falso destas terras, a comunidade já foi nos órgãos competentes, mas nada conseguiu, o grande problema é que pessoas da comunidade estão trabalhando em benefício destes invasores; modelo de Igreja em que estamos inseridos, falta de uma análise de conjuntura, planos pastoral sem funcionalidade; água poluída pelos venenos do agronegócio, o povo da serra da Ibiapaba vão morrer todos de câncer, devido o quantidade de veneno; a Cagece não distribua a água pras famílias, as pessoas pegam mas não recebem água.
Terminada a apresentação dos grupos Chiquinho acolheu o padre Dinis que chegou para uma visita ao grupo. Seguindo Pe. Júnior resumiu o trabalho dos grupos dizendo que além destes existe vários outros problemas que devem ser identificados para a realização da nossa missão.
A manhã foi encerrada com animação e almoço.
Às 14 horas todos voltaram, fazendo animação com as musicas populares dos artista da terra. Ir. Ilza, coordenando a tarde, pela diocese de Itapipoca, convidou o Pe. Júnior para continuar a sua assessoria sobre justiça e profecia a serviço da vida.  Pe. Júnior iniciou falando sobre justiça na Bíblia, recordando a presença de Deus no êxodo onde fala que Deus ouve e vê a miséria do povo e desse para socorrer. Justiça na Bíblia se identifica com os pobres, a viúva, os estrangeiros. Deus sempre tomou o partido dos pobres. Ele não suporta as injustiças com os pobres, oprimidos. A função mais importante do Rei de Israel era fazer justiça, mas como os reis não estavam fazendo justiça, o povo começa a criar uma esperança de que o Rei iria chegar para trazer a justiça aos pobres. “Um grande profeta surgiu entre nós, Deus se lembrou da miséria do seu povo”.  É neste contexto que se lê a prática de Jesus. Por isso se pode dizer que, a nossa missão é a mesma missão dos profetas de Jesus. Por mais que Igreja tenha seu pecado de afastamento, não conseguirá excluir totalmente a presença dos pobres, prediletos de Deus e sujeitos da missão de Jesus, pois isso esta na palavra de Deus. Não é possível ser fiel a Deus sem ser fiel aos pobres, oprimidos. Jesus põe no mesmo pé de igualdade o amor a Deus e o amor ao Próximo, que é aquele que está necessitado. O amor ao próximo é critério para amar a Deus. “Deus nos amou tanto que Deu seu Filho por nós”, por isso nós também devemos dar a vida pelos nossos irmãos, pois dando a vida pelos nossos irmãos, estamos dando a vida por Deus. Toda imagem de Deus na bíblia tem haver com o cuidado com os mais fracos, indefesos. Na Bíblia encontra-se o quarteto onde Deus se faz defesa: do pobre, do órfão, da viúva e do estrangeiro. A justiça na Bíblia tem haver com a defesa pela garantia de vida digna para os que são vulneráveis. O modo como devemos lidar está nas atitudes dos profetas, pois o profeta é aquele que está atendo a realidade e com os olhos de Deus vê e busca resposta. O profeta é aquele que vê as empresas tomando conta das “dunas” e enfrenta os empresários, por isso a profecia é desafiante e pode ter a vida ameaçada como tantos mártires do nosso meio. O que nos motiva a gritar e denunciar é o amor de Deus que é negado sempre que a vida humana é negada. Não podemos agir de qualquer jeito, pelo ódio, matando o inimigo, não é este o jeito de Jesus lidar com o inimigo, o mal deve sempre ser destruído com o bem, pois se não for assim, só vamos fazer o mal crescer no mundo. Nós não construiremos mundo novo se não formos pessoas renovadas. É preciso questionar: como estamos sendo diante das situações elencadas pelos grupos acima? Os conflitos das comunidades, que são problemas nossos? Será que damos conta que isso é questão religiosa, ou, será que separamos a fé da vida? Será que nestas situações não é a obra de Deus que está sendo ameaçada? Não é o projeto de Deus que está em jogo? Quando é que na Bíblia encontramos o pecado contra o Espírito Santo? É quando a pessoa recusa a ação do Espirito que age na pessoa que está na defesa da vida ou quando a própria pessoa recusa realizar a ação de transformação em defesa da vida. Não se pode ser cristão ficando indiferente aos que estão a margem do caminho. A Igreja nasceu do lado aberto de um crucificado e a Igreja se quiser ser fiel a Jesus tem que ficar no calvário. Justiça e profecia são inseparáveis. Os profetas que defenderam o projeto de Jesus sempre foram perseguidos.
Terminada a fala do Pe. Júnior Ir. Ilza passou a palavra para Dom Adeli que disse estar chegando da Assembleia dos Bispos e um dos assuntos discutidos entre eles foi a memória da fundação da CNBB no Brasil, momento forte do Concílio Vaticano II. Quando olhamos para a história da Igreja percebemos que ela vai agindo e no momento certo Jesus vai usando pessoas certas para fazer o reino acontecer. Não estamos sozinhos, Deus caminha conosco. A Igreja é terra boa, chão, aonde Deus vai agindo. A caminhada da CEBs ganhou força com o Concílio Vaticano II e nós fazemos parte desta história. A riqueza das CEBs na Igreja é um pedaço do mosaico que nunca pode ficar de fora.
Depois da fala de Dom Adeli Pe. Júnior retomou, fazendo encaminhamento para mais um trabalho por Dioceses: Diante das situações elencadas pela diocese no trabalho de grupo de manhã, o que a Diocese pode fazer, Quais as ações a serem realizadas?
TIANGUÁ: o grande desafio é o uso de agrotóxicos, vai ser realizado uma manifestação contra o uso de agrotóxicos, já existe também algumas ações de combater o agrotóxico com a agricultura orgânica; sobre a questão do uso de drogas foi visto que já está sendo feito um trabalho de acolhida dos dependentes; sobre as Usinas Eólicas já tem uma luta das comunidades para não aceitar as usinas nas comunidades. Existe também algumas lutas que não são próprias da Igreja, mas um grupo de ações sociais contra corrupção e vai ser criado o comitê contra a corrupção.
SOBRAL: na comunidade Boqueirão ocorre um conflito de terra e os seus moradores tem um acompanhamento em conjunto com o MST, CÁRITAS e representantes das BEBs; A comunidade Curral Velho tem lideranças das CEBs conduzindo um enfrentamento aos grandes projetos de cacinicultura. Conta com representantes no Fórum de Convivência pela vida no Semiárido e na Marcha do Vale em Santana do Acaraú; no recanto da paz há todo um trabalho com pessoas das CEBs, com sopão acompanhado de círculos bíblicos, parceria com o CRAS e visitas às famílias; no Riacho das Pedras (Santa Quitéria) há um acampamento no sentido de oferecer alternativas de convivência com o Semiárido e organização produtivas para não terem de ceder à mineração da Mina de Urânio de Itatira; em coreaú há celebração da vida na comunidade, visita às famílias, ação conjunta com a Pastoral da Criança. O QUE QUEREMOS FAZER? Fortalecer a organização interna da coordenação diocesana das CEBs de; tentar sediar a Romaria da Terra e a partir dela fortalecer a articulação social na Igreja na região, aproveitando o ensejo; participar mais ativamente no fórum anti-nuclear; esforçar-se para tentar arranjar uma assessoria jurídica para as comunidades; fortalecer as manifestações populares que envolva as CEBs.
ITAPIPOCA: apoiando os povos indígenas e quilombolas; conscientizar as comunidades que estão sendo atingidas pelas Usinas; fazer parceria com o grito da terra do Ceará no dia 15 de maio, participando das manifestações junto com os trabalhadores e trabalhadoras rurais. Em nível de Brasil, acontece no dia 30 de maio e devemos estar informados para participar.
Pe. Júnior fechou as colocações da tarde dizendo que é importante olhar pra estes problemas pra saber que a Igreja está unida para fazer a luta ser visível. Ele questionou o porquê as nossas blusas hoje não mostram mais as nossas lutas? É hora de vestir camisa contra as Usinas Eólicas; contra os agrotóxicos; a monocultura; e outras. É preciso cantar as músicas concretas para, assim, ser reconhecidas as nossas lutas, por mais que somos poucos, mas ainda se pode ver em todo canto as lutas, pode até não ser o ideal, mas estamos fazendo.  Nosso líder é Jesus Cristo, não precisamos esperar pelo padre ou outra pessoa, pois é Jesus a razão da nossa luta.
A noite realizou-se uma visita na comunidade Bandeira Branca onde aconteceu a Missa da comunidade e após uma confraternização com um jantar comunitário.
Na manhã do domingo, dia 29, após o café, o grupo rezou a vida dos seus profetas e mártires, dinamizados pela diocese de Sobral. Seguindo houve animação com música das comunidades.  Carlos Jardel tomou a palavra, coordenando o dia, falou da importância que está sendo este encontro e depois organizou para um trabalho em grupo com as questões: O que podemos fazer como Bloco para estar animando os trabalhos das CEBs, sendo profetas e profetizas?  Chiquinho lembrou que, como organizações do Bloco deveram lembrar-nos da realização do próximo encontro, continuando a preparação para o 13º, mas, além disso, é preciso ir além, pensando no que podemos fazer num todo. Quais são as nossas forças, nossos gritos, nossos clamores? Jardel falou da importância de se saber que as comunidades não podem viver em função do Intereclesial, mas a comunidade deve continuar fazendo o seu papel profético no chão onde pisa.
Os grupos, voltando do trabalho apresentaram o seguinte:
GRUPO 1:
·         Fortalecer a articulação comunitária junto as comunidades acompanhadas pelas CEBs nas Dioceses  (tarefa para as Dioceses);
·         Promover o profetismo em pequenos gestos (tarefa para as Dioceses e Paróquias);
·         Realizar audiências publica, seminários e/ou fóruns para discutir as problemáticas vivenciadas pelas comunidades.  (tarefa para as Dioceses e Paróquias);
·         Realizar a I romaria das águas (tomando por exemplo a Marcha do Vale, ficou decidido que, poderá realizar pequenas romarias, marchas, ou caminhadas nas Dioceses, paróquias ou comunidades).
GRUPO 2:
·         Fazer parceria com entidades (Cáritas, STTR, Fetraece e outras) que estão realizando trabalhos proféticos com o povo da base; (tarefa para as Dioceses);
·         Mapear onde existe os Parques Eólicos e realizar um encontro, trazendo uma pessoa para esclarecer no Bloco quais os males que estas usinas trás às pessoas e o meio ambiente. (ficou decidido que a coordenação do Bloco se responsabilizará de ver como  e quando será possível a realização deste encontro);
·         Realização da missa do(a) e da trabalhador(a) nas paróquias todo dia 25 de julho, para socializar os problemas e vitórias alcançadas, fazendo uma partilha dos frutos da terra. (tarefa para as Paróquias).
Grupo 3:
·         Acreditar na caminhada (para todas as pessoas das CEBs);
·         Persistir na luta (para as todas as pessoas das CEBs);
·         Visita às comunidades para incentivá-las. Ouvi suas histórias, seus desafios e sonhos (tarefa para os articuladores das Dioceses e Paróquias);
·         Celebração Fé e Vida (tarefa para as Paróquias e Dioceses);
·         Cadeia da divulgação das conquistas da Diocese e Paróquia (tarefas para as Dioceses);
·         Formação permanente (tarefa para as Paróquias e Dioceses).
Grupo 4:
·         Divulgar as ações das CEBs em todos os meios de comunicação (tarefa para as Paróquias e Dioceses);
·         Nas festas de Padroeiro colocar uma noite para as CEBs (tarefa para as Paróquias e Dioceses);
·         Buscar parceira com os Sindicatos dos/as Trabalhadores/as Rurais que estejam comprometidos com a causa da vida das pessoas (tarefa para as Paróquias);
·         Buscar parceria com as Dioceses e Paróquias para um Programa de Rádio pelo menos uma vez por mês (tarefa para as Paróquias);
·         Em relação ao Bloco continuar os encontros por semestre, sendo o 1º semestre em Itapipoca, nos dias 22,23 e 24 de março de 2013 (Todos os presentes concordaram com esta data);
·         Encontro do Bloco no segundo semestre em Tianguá, nos dias 20, 21 e 22 de novembro  de 2013 (ficou para ser acertado no 1º encontro do Bloco, em 2013).
Grupo 5:
·         Informativo bimestral das CEBs organizado pelo Bloco (ficou decidido que as Paróquias e Dioceses mandarão suas notícias para REINALDO de Sobral: reinaldopjmp@hotmail.com. Ele formatará o jornalzinho e devolverá para as Dioceses e as Dioceses reproduzirão para as Paróquias);
·         Estabelecer em cada Diocese uma agenda de visitas às comunidades (tarefa para as Dioceses);
·         Contar com representação de cada Diocese nas Assembléias Diocesanas de CEBs (ficou decidido que não precisa do representante de cada diocese, mas sim, o articulador do Bloco fará presença nas Assembléias das Dioceses para conhecer melhor como anda a caminhada das mesmas).
Depois da apresentação dos grupos Jardel fez um apanhado, definindo o que realmente será feito pelo Bloco. Lembrou que é preciso pensar alguma coisa sobre a questão da seca, das juventudes, como também sobre os artistas das CEBs. Seguindo foi feito a seleção das ações que o Bloco é capaz de realizar. (conferir nos parênteses acima, junto a cada questão apresentada pelos grupos.)

Jardel falou ainda sobre o Nordestão das CEBs, que acontecerá nos dias 19 a 22 de julho lembrou que a cor do Ceará é a lilás e que, ainda vai ser decidido que símbolo irá usar. A paróquia que vai nos receber é a Senhor do Bom Fim. Cada participante não poderá esquecer de levar a lembrancinha para a família que irá nos acolher. Pe. Julho já fez o orçamento do ônibus e está ficando numa faixa de 200,00 reais por pessoa.  Espera-se que as comunidades contribuam com os representantes das dioceses. Foi lembrado dos envelopes que são enviados para as Dioceses para que as comunidades possam colocar a sua contribuição para o Intereclesial. Cada Diocese decide a quantidade de envelopes que irá distribuir e isso pode ser mensal, bimestral, etc. Está chegando também nas Dioceses cartelas de uma Rifa de uma moto, que será vendido para ajudar o Regional. Diante do comunicado sobre a venda da Rifa, algumas pessoas do Bloco questionaram como ficaria a porcentagem para as Dioceses, pois as mesmas só enviam para o Regional, mas, não há uma preocupação com as despesas das Dioceses. Foi comunicado também sobre o tríduo que deve ser realizado nas comunidades em preparação para a festa das comunidades no dia da Santíssima Trindade, já existe o livrinho para as Dioceses distribuir para as comunidades.
AVALIAÇÂO:
O que foi bom? receber o grupo aqui em Sobral, a recepção da comunidade Bandeira Branca, a missa com eles; Assessoria foi ótima; a participação das dioceses; o acolhimento foi ótimo; o ambiente; a presença do Padre daqui acompanhando o processo; a divisão do Bloco facilitou a participação das Dioceses; a coordenação trabalhou bem; as pessoas com desejo de caminhar; alimentação; a presença do Edilson Barros; a junção das 3 Dioceses; convivência com o grupo;
A melhorar?  participação das juventudes; os artistas da base para animação; muitos problemas identificados mas não tivemos condição de pautar ações para trabalhar todas as questões; foi pouco discutido sobre o problema das drogas.
Sugestão: conhecer melhor o que é o Bloco, para não perder tempo e aproveitar mais, sabendo realmente o que é papel e compromisso do bloco.
Finalizando o encontro o Seu Demar de Itapipoca cantou uma musica de cordel, sobre o tema estudado, as CEBS, e agradecimento pela participação das Dioceses. Chiquinho de Sobral motivou a oração final com o canto Vidas pelo Reino e a oração do 13º Intereclesial as CEBs.